Projetos de Gás Canalizado
Ao projetar um Centro de Treinamento de Bombeiros (CTB) para aeroportos, o único na América Latina, a ESTEL, por meio de seus profissionais, pode mostrar as relevâncias de um projeto de gás canalizado, bem como as complexidades de um projeto deste porte.
O CTB está projetado em uma área específica para este fim no aeroporto internacional do galeão no Rio de Janeiro, com área total de 14.400 m² (120,0 m x 120,0 m), cercada, possuindo dois acessos em lados opostos.

O CTB é dividido em dois setores. Um deles destinado a receber as áreas de apoio: estacionamento de veículos leves, prédio de apoio, prédio da casa de mangueira / subestação, área destinada ao tanque de gás e uma área de reserva para no futuro poder receber outra edificação. O outro setor é destinado a receber a área de treinamento em si: pátio pavimentado em concreto armado, obstáculo 1, obstáculo 2, obstáculo 3, obstáculo 4 (obstáculos para treinamento), cisterna, casa de bombas e posto de controle. A área de treinamento foi projetada, do ponto de vista de infra-estrutura, a receber futuramente outros obstáculos de treinamento.
O combustível projetado para uso nos obstáculos é o gás, na fase líquida, armazenado em um tanque estacionário. Os obstáculos possuem queimadores independentes, que serão alimentados com este gás. Para cada queimador há uma solenóide, responsável pela liberação do gás. As solenóides serão acionadas a distância pelo instrutor e/ou pelo controlador geral a partir do posto de controle.
O fogo para treinamento será obtido através da queima do gás na fase líquida, em alta pressão (pressão de 7,0 a 10,0 Kgf/cm²). O tanque estacionário, com volume de 3.860 litros, será posicionado em local apropriado e fechado com tela. A rede principal de gás foi projetada com bitola de 1.1/2" e seguirá por canaletas, ora nas canaletas utilizadas para a coleta de água, ora por canaletas construídas com o objetivo específico de passagem da rede. Além da alimentação das caixas de solenóides , foi projetado um ramal de ½" até a sala superior do posto de controle, onde será conectado a um manômetro, para controle da pressão do gás. A tubulação indicada para o uso é de aço carbono galvanizado, sem costura, Schedule 40, ASTM A-53 GR A, com conexão rosqueada, a qual foi especificada para ser executada com teste de estanqueidade conforme normas: NBR 13523, NBR 13932 e NBR 14024.
O sistema de queima e controle foi projetado com os seguintes elementos, entre outros: válvulas solenóides, válvulas de esfera, cabos de alimentação, eletrodos de ignição, transformadores de ignição, queimadores, console operacional com painel elétrico de comando, botoeiras com comando remoto (com fio), painel instalados próximo aos obstáculos onde são guardados os comandos remotos. O sistema de queima deverá atender a NBR 12313 - Sistema de Combustão - Controle e segurança para utilização de gases combustíveis em processo de baixa e alta temperatura.
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Para os obstáculos indicou-se as seguintes quantidades de queimadores:
O treinamento ocorrerá com uso de extintores e de hidrantes distribuídos pelo pátio de treinamento.
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A alimentação da rede elétrica será com rede 220 V, monofásica, cabos embutidos em eletrodutos (conforme especificação do projeto elétrico), com solenóides de ¾" para cada queimador e abertura especificada para 10 Kgf/cm², eletrodos de ignição com proteção contra água. Os queimadores possuirão piloto tipo flauta, válvulas solenóides embutidas nas canaletas próximas a cada um dos queimadores, registros com válvulas de esfera de abertura rápida, filtros de rede tipo Y, uniões, niples, cotovelos, tês de redução, buchas e outras singularidades, tendo a alimentação dos queimadores a bitola de 1.1/4".
O console operacional contará com painel de comando, botões de impulso completos para pianos de válvulas dos queimadores, contactoras, caixas de passagem com suporte e transformadores de ignição (220 para 10.000 V).
A filosofia do projeto dos cenários preconiza o aspecto de segurança, em primeiro lugar do operador e posteriormente da instalação.
Todas as válvulas solenóides são NF (normalmente fechadas), isto é, sem alimentação elétrica permanecem fechadas. Foram adotados que todos os comandos de acionamento de "ligar", "abrir válvulas" e "ignição" são realizados da mesa de comando, localizada na sala de controle (torre de controle), que também dispõe de uma chave que possibilita "habilitar" todos os cenários (obstáculos) e também através de um "botão" tipo cogumelo com trava, "bloquear" em emergência todos os cenários simultaneamente.
Os projetos de instalações especiais, neste caso de gás canalizado, buscam um sistema funcional e que acima de tudo resguarde a vida humana.